CTC inicia safra 2026/27 com receita líquida de R$ 121,6 milhões e avanço de 10%

Companhia amplia participação no plantio para 32%, mantém posição financeira sólida e eleva em 27,4% os investimentos em pesquisa e desenvolvimento

Piracicaba, 13 de agosto de 2026 – Líder global da ciência da cana, o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), encerrou o primeiro trimestre da safra 2026/27 com receita líquida de R$ 121,6 milhões, crescimento de 10,0% em relação ao mesmo período da safra anterior. O EBITDA alcançou R$  59,3milhões, alta de 9,2%, com margem de 48,8%, enquanto o lucro líquido totalizou R$ 48,2 milhões.

O desempenho foi sustentado principalmente pela expansão da receita de royalties. O resultado reflete o maior volume de tecnologias licenciadas que estão chegando mais rápido ao mercado, bem como o crescimento da adoção das variedades mais recentes do portfólio do CTC.

A participação da companhia no plantio de variedades protegidas entre seus clientes chegou a 32% no trimestre, aumento de 5 pontos percentuais na comparação anual. Do total plantado na safra até o momento, 85% correspondem a variedades recentes, lançadas de 2020 em diante.

“Começamos a safra 2026/27 combinando crescimento comercial, evolução tecnológica e solidez financeira. Os resultados demonstram a capacidade do CTC de integrar ciência, conhecimento agronômico e execução comercial, ampliando a presença de nossas tecnologias no campo”, afirma César Barros, CEO do CTC.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento totalizaram R$ 74,3 milhões, crescimento de 27,4% em relação ao primeiro trimestre da safra anterior. Os recursos foram direcionados às três principais frentes de inovação da companhia: melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas.

No programa de melhoramento genético, o CTC concluiu a campanha 2026/27 com 2.330 cruzamentos, volume 7% superior ao da safra anterior. A ampliação contribui para aumentar a diversidade genética e acelerar o desenvolvimento de variedades adaptadas às diferentes condições das regiões produtoras.

Na área de biotecnologia, a primeira variedade da plataforma VerdPRO2 concluiu seu ciclo regulatório. No trimestre, o CTC lançou o Programa Pioneiros VerdPRO2, iniciando o plantio em áreas de clientes para demonstrar a tecnologia em condições reais de cultivo, com acompanhamento técnico especializado e geração de dados no campo.

Em sementes sintéticas, o CTC concluiu com sucesso o plantio das primeiras áreas utilizando material produzido na nova fábrica inaugurada em abril deste ano, um marco importante no avanço da tecnologia e na validação de sua escala operacional. Paralelamente, a companhia segue intensificando a produção de sementes destinadas ao plantio da próxima safra, ampliando a área de avaliação em ambientes mais extensivos, tanto nos polos experimentais do CTC quanto em propriedades de clientes parceiros.

“Encerramos o trimestre com uma posição financeira sólida e seguimos executando, de forma planejada, investimentos simultâneos em melhoramento genético, biotecnologia e sementes sintéticas. Mesmo nesse ciclo de maior aplicação de recursos, mantivemos o crescimento do EBITDA e a capacidade de gerar retorno aos acionistas”, afirma Paulo Geraldo Polezi, diretor Financeiro e de Relações com Investidores do CTC.

Manejo do bicudo da cana reúne especialistas na Nexfera - Edição Sphenophorus

Movimento impulsionado pelo CTC lança Guia de Boas Práticas de manejo e a Rede Colaborativa de Experimentação para acelerar a geração de conhecimento sobre Sphenophorus 

 
Ribeirão Preto (SP), 18 de junho de 2026 – Considerado um dos principais desafios dos canaviais brasileiros, o manejo de Sphenophorus levis, conhecido como bicudo da cana, foi o tema central da Nexfera, encontro que reuniu pesquisadores, consultores, usinas, fornecedores e especialistas do setor sucroenergético nesta quinta-feira, em Ribeirão Preto (SP). 

“O objetivo da Nexfera é conectar ciência e campo, experiência e tecnologia, conhecimento e prática para resolver os grandes problemas da cana. Estamos promovendo discussões robustas e trazendo mais dados, pesquisas de mercado e protocolos de manejo”, disse Suzeti Ferreira, diretora de Marketing do CTC, na abertura do encontro.  

No encontro em Ribeirão Preto, foram lançadas a Rede Experimental voltada ao manejo do Sphenophorus levis e oManual de Boas Práticas. A Rede Experimental reúne empresas, especialistas e instituições e tem uma estrutura padronizada para testar hipóteses, validar estratégias de manejo e gerar evidências que apoiem a tomada de decisão no campo. 

A Nexfera lançou com exclusividade aos participantes o Guia de Boas Práticas para Manejo de Sphenophorus, documento que consolida o conhecimento mais atual disponível sobre monitoramento e controle da praga. O material reúne experiências de campo, resultados de pesquisas e recomendações de especialistas para apoiar decisões mais assertivas no manejo da praga. 

O mestre de cerimônias, Carlos Daniel, gerente de Agronomia do CTC, apresentou os resultados de uma pesquisa sobre a praga realizada numa área de 3,8 milhões de hectares de área colhida, que apontou como principais desafios o levantamento, o monitoramento e a mão de obra. 

Especialistas debateram o comportamento da praga, monitoramento, tomada de decisão e estratégias de manejo em cana planta e cana soca, compartilhando resultados de pesquisas, experiências de campo e aprendizados acumulados em diferentes regiões produtoras do país. 

Entre os convidados, Evaldo Takizawa, consultor conhecido por sua atuação em estratégias de manejo do bicudo do algodão, compartilhou aprendizados sobre comportamento da praga, monitoramento e construção de programas de manejo de longo prazo. 

“O bicudo do algodoeiro é uma escola de aprendizado em manejo de pragas. Há 1,5 milhão de hectares infestado com o Anthonomus Grandis em Mato Grosso. A questão não é ensinar a matar o inseto, mas aprender a interpretar a paisagem agrícola onde ele se multiplica”, disse o consultor. 

Leila Dinardo, pesquisadora do Instituto Agronômico (IAC), trouxe contribuições sobre os avanços no entendimento da praga e os desafios que ainda demandam investigação para ampliar a eficiência do manejo. Para ela, é preciso destruir mecanicamente a soqueira infestada e deixar um vazio sanitário longo, de cerca de seis meses. Leila também aconselhou o uso de inseticida no sulco. “Não resolve, mas ajuda”, disse. 

Pela visão de campo, Rogério Nascimento, consultor da PlaniAgro, compartilhou experiências práticas acumuladas junto a usinas e produtores, destacando desafios operacionais e a importância da troca de conhecimento entre os diferentes agentes do setor. 

Ele disse que a praga é “clima dependente”. “Este ano temos encontrado muitos adultos no campo”, informou o consultor, citando várias ações de manejo, como monitoramento de mudas e plantio reforçado com inseticidas. “Estamos empilhando tecnologias e manejos para vencer esta batalha”, disse Nascimento. 

Além dos especialistas convidados, o encontro reuniu representantes de usinas, consultorias, universidades, fornecedores e instituições de pesquisa, reforçando o propósito da Nexfera de promover discussões técnicas qualificadas e fomentar a construção coletiva de conhecimento para o setor sucroenergético. 

Participaram do encontro ainda Mario Tittoto Neto (Ipiranga Agroindustrial), Daniel Gualtieri (Usina Cocal), Rodrigo Marques (UFSCar), Vanessa Lorencini (Grupo Santa Adélia),Fernando Pattaro (CTC) e Fernando Iost (SmartMIP). 

CTC promove Dia de Campo na Paraíba para apresentar variedades de cana adaptadas ao Nordeste

Evento na Usina Japungu, em Santa Rita (PB), reuniu produtores, técnicos e usinas para debater genética, manejo e inovação voltados ao aumento da produtividade 

 
Santa Rita (PB), 25 de junho de 2026 – O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), líder global em ciência da cana-de-açúcar, realizou um Dia de Campo na Usina Japungu, em Santa Rita (PB). 

O encontro aconteceu no Polo de Experimentação da empresa, em área mantida pelo CTC em parceria com a usina Japungu, onde os participantes conheceram materiais genéticos já consolidados na região e clones promissores em fase avançada de seleção. 

“O Nordeste possui desafios agronômicos muito particulares, diferentes daqueles encontrados no Centro-Sul. Por isso, investimos em um programa de melhoramento genético dedicado à região, buscando desenvolver materiais cada vez mais adaptados às condições locais e capazes de impulsionar a produtividade e a competitividade dos canaviais”, destacou Ricardo Neme, Gerente de Marketing do CTC. 

Durante o evento, foram apresentadas variedades já utilizadas pelos produtores da região, como os CTC9004M, CTC9006, CTC9007 e TECNA2994, além de clones promissores desenvolvidos especificamente para o Nordeste e que vêm se destacando pelo elevado potencial produtivo demonstrado nas etapas de avaliação do programa de melhoramento. Atualmente, o programa regional já conta com seis clones em fase avançada de desenvolvimento, reforçando a maturidade da iniciativa e o compromisso do CTC com a geração de soluções adaptadas às condições do Nordeste. 

Além das visitas aos experimentos, o Dia de Campo trouxe um formato participativo, incentivando a troca de experiências entre os produtores e a equipe técnica do CTC. A proposta foi discutir resultados obtidos em diferentes ambientes de produção, compartilhar práticas que contribuam para o aumento da produtividade agrícola e promover o debate sobre estratégias de manejo. A partir da experiência do CTC e da vivência de produtores e técnicos no campo, o encontro destacou o papel fundamental do manejo para explorar o elevado potencial genético das variedades CTC e transformar esse potencial em resultados consistentes de produtividade. 

Grande Encontro CTC apresenta novas estratégias para elevar a produtividade dos canaviais

Evento reuniu lideranças do setor, lançou duas novas variedades e reforçou o manejo otimizado como caminho para produzir mais de forma sustentável e eficiente 

Ribeirão Preto (SP), 5 de março de 2026 – Em um cenário de maior disciplina na alocação de recursos, o Grande Encontro CTC levou ao setor sucroenergético a mensagem:  com manejo otimizado é possível produzir melhor.  O evento, nesta quinta-feira (5/03) no Hotel Mont Blanc, em Ribeirão Preto (SP), reuniu clientes, técnicos e lideranças estratégicas do setor. 

Promovido pelo Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), o encontro marcou o lançamento de duas novas variedades para o Centro-Sul, e apresentou estratégias de manejo para ampliar o desempenho produtivo do portfólio genético da companhia, com base em dados confiáveis, evidências técnicas e experiências práticas no campo. 

Inteligência de Manejo como alavanca de produtividade 
A programação destacou recomendações práticas construídas a partir de dados experimentais e análises comparativas, que permitem ampliar o potencial produtivo das variedades já plantadas. 

Os debates abordaram temas centrais para o avanço da produtividade, como estratégias de manejo voltadas ao aumento de ATR, maximizar resultados em ambientes restritivos, premissas estratégicas para a escolhas posicionamento da variedade para que ela expresse seu máximo potencial produtivo. 

Experiência de Campo: Gestão Técnica Eleva Resultados 
Um dos pontos altos do evento foi o debate com representantes de grandes grupos do setor, que compartilharam experiências práticas relacionadas a otimização da maturação, plano diretor varietal e uso de genética moderna como alavanca de produtividade e eficiência operacional. 

A programação incluiu ainda a participação da consultoria Planiagro, que apresentou um case prático sobre planejamento estratégico de manejo. 

Pacote Tecnológico e Novas Variedades Elevam o Padrão Produtivo 
O encontro marcou ainda a apresentação do Pacote Tecnológico CTC, uma evolução do conceito tradicional de bula varietal, que amplia as recomendações agronômicas e orienta o produtor sobre como capturar o máximo potencial produtivo das variedades no campo. 
“A bula tradicional indica onde e quando plantar; o pacote tecnológico eleva esse padrão ao reunir recomendações completas de manejo construídas a partir de dados de campo para extrair todo o potencial da variedade. No fim, nosso objetivo é simples: apoiar o produtor com mais previsibilidade e resultado, porque o sucesso dele é o que vai impulsionar o aumento da produtividade da cana no Brasil", afirma Jardélcio Carvalho, Coordenador de Desenvolvimento do Produto do CTC. 

As vantagens da CTCAdvana2 e da TECNA3902 
O CTC apresentou ainda, as duas novas variedades de seu portfólio: CTCAdvana2 e TECNA3902. 
 
A CTCAdvana2, nova integrante da Série CTC Advana, reconhecida pela consistência de resultados e adaptação a ambientes restritivos (C, D e E), entrega um novo patamar de produtividade para essas condições, que representam um mercado potencial de mais de 4 milhões de hectares. “Ambientes mais restritivos costumam representar um desafio importante para o produtor. A CTCAdvana2 surge como uma solução para essas condições, combinando alta produtividade, estabilidade produtiva e segurança agronômica”, afirma Henrique D’Avila, Gerente de Desenvolvimento de Mercado do CTC. 

Além disso, a CTCAdvana2 oferece maior flexibilidade operacional ao longo da safra, graças ao seu extenso PUI (Período de Utilização Industrial), podendo ser colhida do início ao meio da safra. A variedade também apresenta excelente sanidade vegetal e colheitabilidade, contribuindo para maior eficiência e rentabilidade nessas condições. 

Já a TECNA3902, lançamento da marca TECNA, é indicada para ambientes favoráveis (A, B e C) e colheita entre abril e agosto. O material apresentou ganho médio de 0,9 TAH frente aos principais padrões de mercado, sendo recomendada para regiões como Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e Assis. A variedade combina produtividade, elevada riqueza em açúcar e excelente estabelecimento inicial, favorecendo a uniformidade do canavial e o desempenho industrial. 

Cenário Econômico Impõe Eficiência e Foco em Retorno 
Uma mesa-redonda, moderada por Luiz Paes (CTC), discutiu o cenário macroeconômico e as perspectivas do setor sucroenergético nesta safra, conectando cenário econômico geral, panorama setorial, gestão e produtividade. Participaram Carlos Lopes (Banco BV), Luciano Rodrigues (UNICA - União da Indústria de Cana-de-Açúcar) e Marcos Jank (Insper). 

A proposta foi analisar como o contexto econômico influencia decisões de investimento, expansão e manejo, em um momento de maior racionalidade e foco em retorno sobre capital. 

O encontro trouxe um panorama econômico e setorial, discutindo os rumos da economia, os desafios do agronegócio e do setor sucroenergético, além das oportunidades que esses cenários desenham para os próximos anos. 

Unidade de Produção de Sementes do CTC inaugura nova era da cana-de açúcar

Um sistema integrado de tecnologias irá substituir o plantio centenário de colmos por um sistema mais leve, preciso e sustentável, conectando inovação à visão de dobrar à produtividade do setor até 2040  

 
Piracicaba, 16 de abril de 2026 – O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), líder global em ciência da cana-de-açúcar, inaugura nesta quinta-feira (16), em Piracicaba (SP), a Primeira Unidade de Produção de Sementes (UPS), consolidando um marco histórico para o setor sucroenergético e para a evolução do modelo produtivo da cultura no Brasil. 

A nova unidade viabiliza a aplicação, em escala, da tecnologia de sementes sintéticas, uma inovação que substitui o plantio tradicional por um sistema mais leve, padronizado e de alta precisão, com ganhos expressivos de eficiência operacional e sustentabilidade. Foram investidos mais de R$ 100 milhões na construção e tecnologias aplicadas e o empreendimento conta com parceria estratégica com a FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), o que evidencia o reconhecimento nacional dessa disrupção. 

A inauguração representa a evolução para uma nova fase de desenvolvimento científico de validação de processos em escala no campo, materializando uma nova etapa para o setor. “Hoje marca o início de uma nova fase para o setor sucroenergético. A nossa Visão de dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros se materializaainda mais com resultados concretos no campo, a partir de agora”, afirma Cesar Barros, CEO do CTC. 

A iniciativa integra a Visão 2040 da companhia, que estabelece como compromisso dobrar a produtividade dos canaviais brasileiros sem expansão de área, por meio de tecnologias disruptivas, sustentáveis e economicamente viáveis, contribuindo para a transição energética e a redução das emissões de carbono. 

Nesse contexto, o CTC estrutura sua atuação a partir de um sistema integrado de inovação, baseado em quatro frentes tecnológicas complementares que, juntas, redefinem o modelo produtivo da cana-de-açúcar: melhoramento genético, biotecnologia, ciência de dados e sementes sintéticas. 

“O melhoramento genético cria o potencial produtivo, a biotecnologia protege esse potencial, a ciência de dados transforma esse potencial em resultado no campo, e as sementes sintéticas conectam e ativam todo o sistema. É essa integração que vai sustentar um novo patamar de produtividade para o setor”, afirma o CEO. 

A nova tecnologia, é desenvolvida pela companhia desde 2013, envolvendo uma equipe de 150 especialistas, com investimento estimado, até o lançamento comercial, de R$ 1 bilhão. 

Arquitetura de inovação integrada 

O melhoramento genético constitui a base do sistema, responsável por gerar o potencial produtivo das variedades, combinando ciência, experiência de campo e o uso crescente de tecnologias como sensores, drones e análise de dados. 

É dessa frente que nascem soluções como a série CTC Advana, que já entrega um novo patamar de produtividade no campo, com materiais mais adaptados, consistentes e com performance comprovada em diferentes ambientes de produção. A série CTC Advana entrega produtividades superiores em 10% frente as principais referências de mercado e com taxa de vitória acima de 80%. 

A biotecnologia atua na proteção desse potencial, garantindo sua estabilidade no campo por meio do controle de pragas e da evolução contínua das soluções. Essa camada tecnológica assegura que os ganhos obtidos no desenvolvimento genético sejam efetivamente preservados ao longo do ciclo produtivo. 

Com a plataforma VerdPRO2, o CTC amplia a proteção contra pragas e plantas daninhas, garantindo maior estabilidade produtiva e eficiência operacional, ao preservar, ao longo do ciclo, os ganhos obtidos no desenvolvimento genético. A companhia prevê o lançamento de um portfólio robusto de 14 variedades a partir da safra 27/28. 

Para que esse potencial se traduza em resultado real, o manejo ganha uma nova camada de precisão com a agronomia digital. O CTC apresentou avanços em suas plataformas, com novas soluções no Benchmarking e no CTC Sat, além de um protótipo de inteligência artificial generativa, que amplia a capacidade de análise, recomendação e tomada de decisão no campo, conectando dados, histórico produtivo e variáveis agronômicas em uma visão integrada. 

Por fim, as sementes sintéticas representam o elo que conecta e ativa todo esse sistema e permite que toda essa inovação chegue ao campo com mais velocidade, eficiência e consistência, simplificando a operação e ampliando o acesso a novas tecnologias. 

“O que estamos construindo é um novo sistema produtivo para a cana-de-açúcar. Ao integrar genética, biotecnologia, manejo e um novo sistema de plantio, saímos de ganhos incrementais e passamos a operar em outro patamar de produtividade — com mais previsibilidade, eficiência e impacto no campo”, reforça Barros. 

UPS: da ciência à escala industrial 

A Unidade de Produção de Sementes nasce como a ponte entre a pesquisa e a aplicação em larga escala, consolidando mais de uma década de estudos e investimentos. Desenvolvida ao longo de 15 meses, a estrutura possui 10 mil m² e capacidade inicial para atender até 500 hectares por ano operando em um turno, com potencial de expansão. 

“A UPS representa a virada entre o desenvolvimento científico e a aplicação em escala. É o momento em que pesquisa se transforma em capacidade operacional no campo, permitindo que o setor capture valor de forma mais rápida e consistente”, afirma Barros. 

O processo produtivo combina ambiente laboratorial altamente controlado com automação industrial, transformando material biológico em sementes sintéticas com elevado padrão de sanidade, uniformidade e escala. O resultado é uma operação contínua, padronizada e controlada do início ao fim. 

Ganhos estruturais para o setor 

A introdução das sementes sintéticas promove uma mudança estrutural no sistema produtivo da cana-de-açúcar. O volume de material necessário para o plantio de um hectare é reduzido de cerca de 16 toneladas de canapara aproximadamente 400 kg de sementes, com impacto direto na eficiência logística e operacional.  

Outro impacto relevante é a eliminação dos viveiros, liberando até 5% da área agrícola atualmente destinada à produção de mudas, o equivalente a cerca de 500 mil hectares.  

Além disso, o novo sistema reduz o risco de disseminação de pragas e doenças, melhora a uniformidade dos plantios e acelera a adoção de novas variedades, contribuindo diretamente para o aumento da produtividade. 

Do ponto de vista ambiental, a tecnologia diminui o consumo de diesel, reduz a compactação do solo e contribui para a redução da pegada de carbono da produção. 

“Ao transformar o modelo de plantio, estamos abrindo caminho para uma nova lógica de produção agrícola no Brasil. Isso amplia a competitividade do setor, fortalece a posição do país em bioenergia e mostra como inovação pode gerar impacto econômico e ambiental ao mesmo tempo”, afirma o CEO. 

Ao elevar a eficiência e a produtividade, a inovação fortalece a competitividade do setor sucroenergético, amplia a produção de energia renovável e reforça o papel do Brasil como líder global em bioenergia e inovação agrícola, com potencial de exportação de tecnologia para países tropicais. 

CTC é primeiro lugar ranking GPTW como melhor empresa para trabalhar no agronegócio 

Entre os diferenciais apontados pelos colaboradores estão as oportunidades de crescimento profissional e desenvolvimento de carreira 

Piracicaba, 06 de maio de 2026 – O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) conquistou o primeiro lugar na categoria Médias Empresas no ranking das Melhores Empresas para Trabalhar no Agronegócio, promovido pela consultoria Great Place to Work (GPTW). O anúncio foi feito na noite desta terça-feira (5), durante evento realizado em São Paulo. 

O levantamento reconhece companhias de diferentes segmentos do agronegócio que se destacam na gestão de pessoas, no ambiente organizacional e na experiência dos colaboradores. 

Entre os fatores apontados pelos funcionários do da empresa como diferenciais estão as oportunidades de crescimento e desenvolvimento profissional. Reflexo desse ambiente. Quase metade dos 690 colaboradores da companhia está no CTC há pelo menos seis anos, refletindo esse ambiente. “Esse reconhecimento mostra, na prática, o alinhamento entre propósito, estratégia, cultura e pessoas. E reflete uma liderança que constrói confiança e permite que as pessoas alcancem seu potencial”, destaca Fábio Hayashida, Diretor de RH e TI do CTC. 

A premiação reforça a consistência da empresa no ranking do GPTW Desde 2022, o CTC figura entre as melhores empresas do setor: foi primeiro lugar em 2022, quarto em 2023 e 2025, e quinto em 2024. 

Líder global da ciência da cana, o CTC é referência em biotecnologia e melhoramento genético da cana-de-açúcar, atuando no desenvolvimento de soluções voltadas ao aumento da produtividade, sustentabilidade e competitividade do setor sucroenergético brasileiro. 

Desde 2012, a empresa investiu R$ 2,1 bilhões (a valor presente) em pesquisa e inovação. O CTC conta com mais de 370 posições em P&D e mais de 200 mestres e PhD’sem seu quadro de funcionários. 

CTC encerra safra 25/26 com lucro líquido de R$ 216,5 milhões, 23,2% superior ao do ciclo anterior

Receita líquida cresce 11,3%, EBITDA supera R$ 218 milhões e companhia amplia participação no mercado de plantio para 32% 

 
Piracicaba, 27 de maio de 2026 – Líder global da ciência da cana, o CTC (Centro de Tecnologia Canavieira), Companhia Aberta (CTCA3), fechou a safra 2025/26 com crescimento rentável. A receita líquida da safra foi de R$ 470,6 milhões, 11.3% superior à de 2024/25. O lucro líquido, de R$ 216,5 milhões, cresceu 23,2% em comparação a safra anterior, e o EBITDA do período alcançou R$ 218,7 milhões, 10,4% acima do ciclo anterior, com margem de 46,5%, mesmo patamar de 2024/25. 

Os resultados refletem a expansão do market share deplantio, que atingiu 32%, seis pontos percentuais a mais em relação ao do ciclo 2024/25, devido à maior penetração de variedades recentes e o avanço do portfólio de tecnologias da companhia. 

“Encerramos a safra 25/26 com um desempenho financeiro sólido, refletindo a consistência da nossa execução e a capacidade de transformar inovação em crescimento rentável”, afirma César Barros, CEO do CTC. Segundo ele, os resultados refletem a evolução da base comercial da companhia e o avanço da adoção das tecnologias mais recentes no campo. 

O lucro líquido no 4T26 foi de R$ 39,9 milhões, 5,1% inferior em relação ao do 4T25. O EBITDA do trimestre, de R$ 40,6 milhões, caiu 15,6% frente ao do 4T25. O desempenho refletiu a intensificação de iniciativas comerciais e operacionais associadas à principal janela de plantio da safra, além do avanço das atividades de validação e desenvolvimento do pipeline de inovação da companhia. 

Do total de plantio realizado com variedades protegidas, 81% utilizaram materiais lançados a partir de 2020, o que reforça a adoção de novas variedades no campo. A variedade CTCAdvana1 alcançou 268 usuários na safra, enquanto a companhia lançou a CTCAdvana2, com ganho de produtividade estimado em 10% frente aos padrões de mercado. A CTC9006 também se destacou como a variedade com maior intenção de plantio da safra. 

No trimestre, o CTC também consolidou avanços relevantes em biotecnologia e sementes sintéticas. A companhia obteve aprovação regulatória junto à CTNBio da primeira variedade da plataforma VerdPRO2, resistente à broca da cana e a herbicida, além de avançar na transformação de novas variedades da plataforma. 

A inauguração da UPS (Unidade de Produção de Sementes Sintéticas), investimento de R$ 100 milhões, marcou o início da produção em escala das sementes sintéticas, nova tecnologia de plantio que irá promover maior produtividade e sustentabilidade. 

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento somaram R$ 79,6 milhões no 4T26, alta de 22% sobre o mesmo período do ano anterior. No acumulado da safra, os aportes em P&D atingiram R$ 268 milhões, crescimento de 14,6%, direcionados às frentes de Melhoramento Genético, Biotecnologia e Sementes Sintéticas. 

O Capex do trimestre foi de R$ 56,8 milhões, praticamente o dobro do registrado no 4T25, enquanto no acumulado da safra alcançou R$ 139 milhões, crescimento de 142,4% frente a 2024/25. Os investimentos foram destinados principalmente à UPS, ampliação de laboratórios e infraestrutura de pesquisa. 

“A companhia encerrou a safra com posição de caixa líquido de R$ 501,7 milhões, mantendo elevada solidez financeira para sustentar os investimentos em inovação e crescimento previstos para os próximos anos”, afirma Paulo Geraldo Polezi, diretor Financeiro e de Relações com Investidores do CTC. 

A safra também foi marcada pelo reconhecimento do CTC como a melhor empresa para trabalhar no agronegócio brasileiro, ao conquistar o primeiro lugar no ranking GPTW Agro 2025/26. 

Nova geração de biotecnologia do CTC é aprovada pela CTNBio

VerdPRO2 combina resistência à broca-da-cana e tolerância a herbicidas em uma mesma plataforma tecnológica 

 
Piracicaba, 07 de maio de 2026 – O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) recebeu a aprovação da Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) para o primeiro evento da VerdPRO2, nova geração de cana-de-açúcar geneticamente modificada desenvolvida pela companhia. 

“A aprovação marca um novo avanço da biotecnologia no setor sucroenergético brasileiro e amplia o portfólio de soluções voltadas ao aumento da produtividade e à sustentabilidade dos canaviais”, diz César Barros, CEO do CTC. 

A tecnologia VerdPRO2 foi desenvolvida para enfrentar dois dos principais desafios agronômicos da cultura: a broca-da-cana e o manejo de plantas daninhas. Presente em praticamente todos os canaviais do país, a broca provoca perdas estimadas em cerca de R$ 8 bilhões por ano, afetando produtividade, peso da cana e teor de açúcar. Já o controle de plantas daninhas demanda mais de R$ 6 bilhões anuais em herbicidas e operações agrícolas. 

Resultado de um amplo ciclo de pesquisa, validação técnica e análise regulatória, a tecnologia VerdPRO2 inaugura uma abordagem mais integrada, unindo proteção genética contra pragas e maior eficiência operacional no campo. Na prática, a solução amplia o controle da praga, simplifica o manejo de plantas invasoras como grama-seda, capim colonião, capim colchão e braquiária, reduz riscos de fitotoxicidade, oferece maior estabilidade ao longo do ciclo da cultura e contará com mais de 14 produtos. 

Após a conclusão dos trâmites legais, a previsão de chegada ao mercado é na safra 2026/27. A introdução da tecnologia se será realizada em proximidade com os clientes, com o intuito de demonstrar seus benefícios e valor no canavial. Essa etapa combina a experimentação com acompanhamento técnico próximo, capturando as necessidades de manejo dos clientes e gerando dados em condições reais de cultivo sobre os benefícios da tecnologia. 

A chegada da VerdPRO2 reforça o pioneirismo do CTC no desenvolvimento de biotecnologias e a evolução em relação à primeira geração lançada pela companhia em 2017, além de impulsionar a estratégia do CTC em desenvolver soluções capazes de dobrar a produtividade da cana-de-açúcar até 2040, combinando genética, biotecnologia, novas formas de plantio e manejo. 

Parceria entre CTC e Agrocico impulsiona produtividade em Araçatuba  

Variedade CTC9006 alcança 145 TCH e 122 kg de ATR nas condições regionais 

Araçatuba (SP), 23 de fevereiro de 2026 – A parceria estratégica entre a Agrocico e o Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) apresenta resultados expressivos na região de Araçatuba (SP). Na Fazenda Modelo, em Santo Antônio de Aracanguá (SP) a variedade CTC9006 foi destaque de performance, alcançou 145 toneladas por hectare (TCH) e 122 kg de ATR em condições locais. 

Com genética moderna, elevada produtividade e excelente perfilhamento, a variedade demonstra desempenho superior tanto no campo quanto na indústria. 

Gilson Lacerda, sócio proprietário da Agrocico e responsável pelo plantio e preparo de canaAgrocico, destaca que dar o primeiro passo é fundamental para quem busca inovação no canavial. “Não precisa ser um hectare. Pode começar com mil ou duas mil mudas. O importante é ter a prova. Foi o que nós fizemos. Depois do primeiro passo, você caminha forte”, diz Lacerda. 

Segundo ele, a CTC9006 deu boas respostas desde a implantação. “investimos mais na variedade porque tivemos resposta, tanto no campo quanto na indústria. Foi fundamental continuar e manter”, afirma o sócio proprietário da Agrocico. 

O desempenho agronômico também chama atenção pelo perfilhamento vigoroso e pela segurança no plantio. “Com 15 gemas você tem um plantio perfeito. O perfilhamento é excelente. Nenhuma outra variedade alcançou a mesma produtividade nas condições locais”, acrescenta. 

Hoje, a Agrocico trabalha com diferentes variedades por MPB (muda pré-brotada) do CTC e ampliou a área investindo na CTCAdvana1, variedade lançada no último ano que  se destaca pela alta performance (TAH), elevado ATR e consistência nos resultados em todas as regiões do Centro-Sul. “Adquirimos mais de 2 hectares de MPB da Advana1”, diz Lacerda. 

Lucro líquido do CTC cresce 19,5% no 3T26 e alcança R$ 59,5 milhões  

Números demonstram fortalecimento do modelo de negócios, com foco em investimentos em pesquisas e inovação 

Piracicaba (SP), 12 de fevereiro de 2026 – Líder em soluções de biotecnologia e genética para o setor de cana-de-açúcar no Brasil, listado no segmento BOVESPA MAIS (CTACA3), o CTC - Centro de Tecnologia Canavieira apresentou forte desempenho financeiro no 3T26 frente ao 3T25 – lucro líquido de R$ 59,5 milhões (+19,5%), receita líquida de R$ 12,7 milhões (+6,9%) e EBTIDA de R$ 61,1 milhões (+5,3%) com margem de 50,2%. 

Nos nove meses (9M26), em comparação ao mesmo período anterior, as altas foram de 13,1% na receita líquida, 18,7% no EBITDA e 32,1% no lucro líquido. O lucro líquido alcançou R$ 176,5 milhões, a receita líquida, R$ 349,6 milhões e, o EBTIDA, R$ 178,2 milhões. 

“São números que demonstram capacidade de execução, disciplina estratégica e fortalecimento contínuo do nosso modelo de negócios”, diz Paulo Geraldo Polezi, Diretor Financeiro e de Relações com os Investidores do CTC. 

A expansão da margem líquida, de 7,3 p.p., atingiu 50,5%. Outros destaques do período foram a expansão de 2,45% na margem líquida do EBITDA, de 2,4 p.p. a mais, atingindo 51%. 

Os investimentos em P&D, de R$ 188,4 milhões, cresceram 11,7%, refletindo os avanços em melhoramento genético, biotecnologia, sementes sintéticas e no desenvolvimento de quatro variedades para a safra 2026/2027. 

A posição do caixa líquido, da ordem de R$ 592,2 milhões, registrou aumento de 45,1% em relação ao período anterior. O progresso da planta demonstrativa de sementes sintéticas contribuiu o resultado do Capex de R$ 82,2 milhões (+191,9%). 

Vale destacar ainda o market share de plantio, que atingiu 31%, 5 p.p. a mais, fortalecendo a posição competitiva do CTC. 

Segundo Paulo Polezi, 80% do plantio foi realizado com variedades mais recentes, com 186 novos usuários de CTCAdvana1. “Isto mostra a confiança do mercado em nossos produtos, que oferecem não apenas ganhos de rentabilidade, como soluções avançadas em genética, biotecnologia e manejo”, diz Polezi. 

Pesquisa realizada pelo IAC aponta a CTC9006 na liderança da intenção de plantio no Centro-Sul nesta safra. 

  

Sobre o CTC  
O CTC – Centro de Tecnologia Canavieira é uma empresa de biotecnologia e inovação, líder global em ciência da cana-de-açúcar. É o maior banco de germoplasma de cana-de-açúcar do mundo, com mais de 5 mil variedades. Nos laboratórios em Piracicaba (SP) e Saint-Louis (Missouri-EUA), as equipes de cientistas desenvolvem trabalhos de ponta em melhoramento e engenharia genética. O portfólio da companhia reúne variedades de cana de alta produtividade e resistentes a pragas. 
Criado em 1969, CTC contribuiu nestes 50 anos de história para o avanço tecnológico do agronegócio nacional e a competitividade do setor sucroenergético, levando o Brasil à liderança mundial do setor, aumentando a produtividade para atendimento da demanda mundial de açúcar, proporcionando visibilidade ao etanol como um dos mais importantes biocombustíveis do mundo e a cogeração através do processamento da palha da cana (bioeletricidade).